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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Rabo preso???

A imagem abaixo traz fragmentos da perícia nas fitas a que VEJA teve acesso. São aquelas que revelaram as pressões, vindas de Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho, para que o Ministério da Justiça produzisse dossiês contra os adversários do PT. O segundo recorte informa que um dos “objetivos da perícia” é verificar se duas das vozes de um diálogo são do titular da Pasta, Luiz Paulo Barreto, e de Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça. 

É claro que, como todo mundo, fiquei indignado com aquela fala de Abramovay sobre não agüentar mais as pressões para produzir dossiês contra adversários. Mas confesso que o que mais chamou a minha atenção foi essa história do “superpoder” de Corrêa, o que o leva a desafiar, então, até seu chefe imediato, o ministro da Justiça.
Vamos seguir a lógica. Se Corrêa dá de ombros para o superior imediato, então quem segura a sua onda é o superior de Barreto, certo??? E seu nome é Luiz Inácio Lula da Silva. Essa relação poderia ser determinada por uma sólida amizade entre ambos, o que não é fato. Sendo assim, ainda seguindo a trilha da lógica, fica até parecendo que Corrêa tem nas mãos algum trunfo que faria com que Lula se conformasse com seu superpoder.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dilma Rousseff dá ordens para a produção de dossiês



O Planalto tem um comando que perverte a República e tenta transformar o estado brasileiro em uma central de ilegalidades a serviço do PT. No comando estão ninguém menos do que Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência da República —aquela que Lula, o grande líder dessa facção, chama de “mãe do Brasil — e Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência da República. Ao menos é o que sugerem gravações a que VEJA teve acesso. Carvalho agora é réu no processo que investiga falcatruas em Santo André (ver posts abaixo) durante a gestão Celso Daniel, o prefeito assassinado em circunstâncias que até hoje chocam a lógica. Foi nessa cidade, no governo petista, que se criou o software de transferência de recursos públicos para o PT.
“Não agüento mais receber pedidos da Dilma e do Gilberto Carvalho para fazes dossiês (…). Eu quase fui preso como um dos aloprados”.
A frase acima e de Pedro Abramovay, secretário Nacional de Justiça, e integra gravações feitas legalmente (e devidamente periciadas) a que a reportagem da VEJA teve acesso. Revela-se a tentativa clara de transformar o Ministério da Justiça numa mera repartição do PT, a serviço da destruição dos inimigos.
Abramovay cedeu às pressões? A referência aos aloprados remete a outra personagem da República, hoje integrado ao núcleo da campanha de Dilma Rousseff: o mui moralista Aloizio Mercadante, candidato derrotado do PT ao governo do Estado. Quando estourou o escândalo dos aloprados, em 2006, Abramovay trabalhava para o senador. Qual foi a sua atuação no episódio? Mercadante sempre jurou que nunca teve nada com isso. Se Abramovay, como ele diz, “quase foi preso”, a gente é tentado a achar que não estava apenas cumprindo as suas funções institucionais de segunda a sexta ou regando o jardim no sábado — atividades que não expõem ninguém à ação da polícia.
Leiam a reportagem de Gustavo Ribeiro na VEJA desta semana e perceba o que acontece com as instituições quando o país é governado por um chefe de facção, não por um chefe de governo, que tem dimensão de sua grandeza.