A imagem abaixo traz fragmentos da perícia nas fitas a que VEJA teve acesso. São aquelas que revelaram as pressões, vindas de Dilma Rousseff e Gilberto Carvalho, para que o Ministério da Justiça produzisse dossiês contra os adversários do PT. O segundo recorte informa que um dos “objetivos da perícia” é verificar se duas das vozes de um diálogo são do titular da Pasta, Luiz Paulo Barreto, e de Pedro Abramovay, secretário nacional de Justiça.
É claro que, como todo mundo, fiquei indignado com aquela fala de Abramovay sobre não agüentar mais as pressões para produzir dossiês contra adversários. Mas confesso que o que mais chamou a minha atenção foi essa história do “superpoder” de Corrêa, o que o leva a desafiar, então, até seu chefe imediato, o ministro da Justiça.
Vamos seguir a lógica. Se Corrêa dá de ombros para o superior imediato, então quem segura a sua onda é o superior de Barreto, certo??? E seu nome é Luiz Inácio Lula da Silva. Essa relação poderia ser determinada por uma sólida amizade entre ambos, o que não é fato. Sendo assim, ainda seguindo a trilha da lógica, fica até parecendo que Corrêa tem nas mãos algum trunfo que faria com que Lula se conformasse com seu superpoder.


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